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Aproesp empreende, mas burocracia emperra acesso à moradia pelos servidores públicos

 

“Esses são os primeiros empreendimentos idealizados e executados por uma associação no Brasil, uma ação arrojada para oferecer dignidade às pessoas no quesito moradia. Com isso, vamos conseguir alcançar melhores níveis na qualidade de vida, educação, saúde e convivência”, disse o presidente da APROESP, Elias Rahal, no 1º Café APROESP.

O evento ocorreu no último dia 30, no Faro Hotel em Taubaté, e apresentou aos associados e convidados os empreendimentos Altos Bela Vista e Residencial Casa Grande, duas realizações da APROESP, através da APROESPCOOP, em parceria com as construtoras KSE Empreendimentos Imobiliários Ltda e Vicon – Vitória Construções Ltda., respectivamente.

A fala expressa qual é o verdadeiro objetivo desta entidade classista que enfrentou, e ainda enfrenta, inúmeras dificuldades para viabilizar os seus projetos habitacionais. São oito anos de luta frente à resistência e inércia do poder público, às excessivas burocracias e à falta de interesse de políticos, pelo acesso à moradia digna por servidores públicos do Estado.

Um destes contratempos é a não inclusão da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, criada pela Lei Complementar estadual nº 1166, de 9 de janeiro de 2012, na tabela de subsídios de Regiões Metropolitanas do programa Casa Paulista do Servidor Público, conforme consta no item 7.4 do Anexo II da DELIBERAÇÃO NORMATIVA CGFPHIS 020/2018. Dessa forma, toda a região é forçada ao enquadramento à categoria de demais municípios, onde os subsídios são menores e incompatíveis com a realidade das cidades que constituem a RMVale.

A APROESP segue cobrando esclarecimentos das autoridades competentes, reunindo-se com representantes do poder público, perseverantemente, pelo devido enquadramento da RMVale, como uma forma de facilitar a aquisição por seus associados, que dependem dos subsídios e dos recursos do FGTS previstos nos programas habitacionais Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista, e contribuindo assim com a diminuição do recorrente problema do déficit habitacional no Brasil, que já era elevado, e aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde, segundo informações atualizadas do Estadão.

“Muitos desistem, o que não foi o caso da Aproesp, que continua encarando o desafio, pensando, é claro, no bem dos servidores que serão beneficiados”, finaliza o professor Elias em tom de otimismo.

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