APROESP Associação de Professores e Servidores Públicos do Magistério Oficial do Estado de São Paulo

Notícias

Em meio às incertezas, Minha Casa Minha Vida chega aos 10 anos com queda nas contratações

 

O programa que tem sustentado o mercado imobiliário nos últimos anos vive momento de incertezas sobre o seu futuro. Com contratações de novas unidades emperradas desde quando o Ministério das Cidades, gestor do programa, foi incorporado à pasta do Desenvolvimento Regional (MDR), a maior iniciativa para habitação popular da história do Brasil vê o seu crescimento esbarrar nas limitações orçamentárias do FGTS, que é a principal fonte de recursos do programa.

O Tesouro Nacional entra com 10% dos subsídios para as faixas 1,5 e 2 – os 90% são custeados pelo FGTS. Esses repasses, no entanto, foram afetados pelo contingenciamento do governo para os três primeiros meses do ano, através de decreto que limitou as despesas mensais de janeiro a março a 1/18 do total previsto na lei orçamentária de 2019, o que resultou em cortes bruscos, principalmente, na Faixa 1, que constrói imóveis quase que totalmente subsidiados pela União.

Como “resposta” ao bloqueio de cerca de R$ 30 bilhões em gastos públicos pelo governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no dia 27 de março, que “vai dar para botar algum dinheiro” no programa habitacional. Ele não informou, porém, quanto será direcionado. As incertezas levam empresários do setor ao pessimismo em relação à continuidade do programa que visa reduzir o déficit habitacional.

A APROESP

Neste cenário, os empreendimentos Altos Bela Vista e o Residencial Casa Grande, ambos enquadrados na Faixa 2 dos programas habitacionais Minha Casa Minha Vida e Casa Paulista, sofrem com a ausência dos repasses, o que incide diretamente nas vendas de novas unidades. Isso porque os benefícios podem chegar até R$ 29 mil para as famílias cuja renda mensal bruta máxima é de até R$ 4.000,00 para o primeiro programa, dentro das condições e regras de participação, e de até R$ 25 mil para as famílias cuja renda vai até R$ 5.280,00 para o segundo, com taxas diferenciadas de juros de acordo com a renda.

“Esses são os primeiros empreendimentos idealizados e executados por uma associação no Brasil, uma ação arrojada para oferecer dignidade às pessoas no quesito moradia. Com isso, vamos conseguir alcançar melhores níveis na qualidade de vida, educação, saúde e convivência.”, ressaltou o presidente da APROESP, Elias Rahal.

Os empreendimentos são uma parceria da entidade com a KSE Empreendimentos Imobiliários Ltda e com a Vicon – Vitória Construções Ltda, respectivamente, e desconstroem o conceito de que aquilo que é popular tem necessariamente uma qualidade inferior ou é somente o básico.

Por isso, a APROESP segue empenhando esforços pelos interesses de seus associados, e pela realização de seu principal objetivo, que é elevar o nível social de cada um de seus representados, e de suas famílias, com a formação de indivíduos mais conscientes em todos os sentidos, educacional, cultural e ambiental, por meio da aquisição da dignificante casa própria.

Publicado em Notícias

Comente! (0) ↓
WhatsApp